A discussão sobre baterias e armazenamento de energia no Brasil entrou em uma nova fase. A retomada da análise da Consulta Pública nº 39/2023 pela ANEEL aumenta a expectativa do mercado e reforça a importância da regulamentação para o futuro do setor elétrico.
Além disso, fabricantes, investidores e empresas acompanham o tema de perto. Isso acontece porque a definição das regras pode acelerar investimentos bilionários em sistemas BESS e ampliar o uso de tecnologias de armazenamento no país.
ANEEL discute regras para armazenamento de energia
O avanço das baterias e armazenamento de energia depende diretamente da regulamentação da ANEEL. A retomada do debate ocorre após meses de discussões técnicas sobre integração das baterias ao Sistema Interligado Nacional.
Ao mesmo tempo, o mercado aguarda definições sobre cobrança tarifária, operação dos sistemas e participação das baterias na rede elétrica. Dessa forma, o setor busca maior segurança jurídica para destravar novos projetos de armazenamento energético.
Tarifa dupla preocupa mercado de baterias
Um dos pontos mais debatidos envolve a chamada “tarifa dupla” aplicada aos sistemas de armazenamento. Pela proposta analisada, as baterias seriam tarifadas tanto no carregamento quanto na injeção de energia na rede.
No entanto, agentes do setor avaliam que essa cobrança pode reduzir a competitividade das tecnologias de armazenamento. Por isso, especialistas defendem modelos mais equilibrados para estimular investimentos em baterias solares no Brasil.
Sistemas BESS ganham espaço no setor elétrico
O crescimento das energias renováveis aumenta a necessidade de soluções de flexibilidade energética. Nesse cenário, os sistemas BESS se tornam fundamentais para reduzir impactos do curtailment e melhorar a estabilidade da rede elétrica.
Além disso, o ONS já trabalha em critérios técnicos para integrar baterias ao sistema nacional. Assim, o armazenamento energético passa a ser visto como peça estratégica para ampliar segurança, confiabilidade e eficiência operacional.